Eu não tenho tempo pra lhe escrever. Nem pra ninguém.
Não tenho tempo de cobrar sua presença, sua promessa, sua filha.
Não tenho tempo de pensar em você da forma que merece.
Não tenho tempo de dizer coisas bonitas, de lhe mandar emails enormes dizendo amores e saudades.
Não tenho tempo pra você, que parece não querer que eu tenha.
Então, combinemos o seguinte.
Quando você tiver o tempo que eu quero e que você quer, me avise.
Acene com um suspiro.
Seja você quem for.
[INFORMO AOS MEUS LEITORES QUE ME ENCONTRO SEM TEMPO, DE FATO. QUANDO CONSEGUIR ESCREVER ALGO QUE PRESTE, EU RETORNO. NÃO DEVE DEMORAR, PROMETO]
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Reaprender
Reaprendendo com os erros.
Assim que me sinto atualmente. Um completo "breakdown" faz qualquer tolo insensível cair. Caí. E de tola que sou e fui, aprendi. Estou aprendendo. Reaprendendo. Com o samba ou sem ele.
Reaprendendo a aprender.
Rraprendendo a sorrir por motivos fúteis.
Reaprendendo a não dar tanta importância.
Reaprendendo a despreocupar.
Reaprendendo a dançar conforme a música.
Reaprendendo a respeitar.
Reaprendendo a ouvir. Ouvir de fato. Escutar. Mesmo.
Reaprendendo a falar. Com cuidado. O que sai não volta.
Reaprendendo a ficar calada.
Reaprendendo a sorrir mais. Muito mais do que já fiz.
Reaprendendo a tudo.
Vendo as coisas de um jeito mais leve. Mais feliz mesmo.
Reaprendendo a viver.
Assim que me sinto atualmente. Um completo "breakdown" faz qualquer tolo insensível cair. Caí. E de tola que sou e fui, aprendi. Estou aprendendo. Reaprendendo. Com o samba ou sem ele.
Reaprendendo a aprender.
Rraprendendo a sorrir por motivos fúteis.
Reaprendendo a não dar tanta importância.
Reaprendendo a despreocupar.
Reaprendendo a dançar conforme a música.
Reaprendendo a respeitar.
Reaprendendo a ouvir. Ouvir de fato. Escutar. Mesmo.
Reaprendendo a falar. Com cuidado. O que sai não volta.
Reaprendendo a ficar calada.
Reaprendendo a sorrir mais. Muito mais do que já fiz.
Reaprendendo a tudo.
Vendo as coisas de um jeito mais leve. Mais feliz mesmo.
Reaprendendo a viver.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Belicoso
Feliz aqueles que sonham e que trovam. Que lutam e que amam.
Sem me estender, posto o que há muito foi escrito e que há pouco tempo me perguntaram de onde surgiu. Por essa música, uma das minhas primeiras de expressividade, sempre tive um carinho especial. E pra todos aqueles que me perguntaram, me misturo com Dom Quixote.
Triste Fortuna - Flávia Ellen 04/01/07
Olha ao longe quem vem vindo, o guerreiro trovador
Junto ao seu fiel amigo, escudeiro, grande navegador
Traz junto de si o retrato de sua querida donzela
Que tristonho deixou pra trás, esperando na janela.
Deixou pra trás também o seu legado, um menino levado
E um poema pra sua senhora, de homem enamorado
“Eu volto, meu bem, acredito não ser como o tempo, o vento
Que vai, destrói, não volta e não marca seu momento”.
Mal sabia o homem que a guerra estava ao lado
A glória, a honra, a fama, o medo e o destino ameaçado.
Homem virtuoso, sabe que tem um dever a cumprir
E junto a seu aliado, acredita que pode conseguir
Sem medo de cair, tem a força e a vontade pra levantar
Coragem pra seguir, erguer a cabeça e recomeçar.
Mas no meio dum fuá de guerreiros, esqueceu seu maior valor
Que antes de guerreiro era trovador e prefere o amor
Não viu nada, só a lança que em seu peito se alojou
Lembrou do tempo, do vento, do poema, e os olhos cerrou
Lembrou de sua linda dona e de todo seu amor
Da sua mãe que dizia: “ninguém contraria a vontade do Senhor”.
Como todo poeta, trovador, fui fugidio e fugaz
Marcou, deixou, se fez e agora se desfaz.
Sem me estender, posto o que há muito foi escrito e que há pouco tempo me perguntaram de onde surgiu. Por essa música, uma das minhas primeiras de expressividade, sempre tive um carinho especial. E pra todos aqueles que me perguntaram, me misturo com Dom Quixote.
Triste Fortuna - Flávia Ellen 04/01/07
Olha ao longe quem vem vindo, o guerreiro trovador
Junto ao seu fiel amigo, escudeiro, grande navegador
Traz junto de si o retrato de sua querida donzela
Que tristonho deixou pra trás, esperando na janela.
Deixou pra trás também o seu legado, um menino levado
E um poema pra sua senhora, de homem enamorado
“Eu volto, meu bem, acredito não ser como o tempo, o vento
Que vai, destrói, não volta e não marca seu momento”.
Mal sabia o homem que a guerra estava ao lado
A glória, a honra, a fama, o medo e o destino ameaçado.
Homem virtuoso, sabe que tem um dever a cumprir
E junto a seu aliado, acredita que pode conseguir
Sem medo de cair, tem a força e a vontade pra levantar
Coragem pra seguir, erguer a cabeça e recomeçar.
Mas no meio dum fuá de guerreiros, esqueceu seu maior valor
Que antes de guerreiro era trovador e prefere o amor
Não viu nada, só a lança que em seu peito se alojou
Lembrou do tempo, do vento, do poema, e os olhos cerrou
Lembrou de sua linda dona e de todo seu amor
Da sua mãe que dizia: “ninguém contraria a vontade do Senhor”.
Como todo poeta, trovador, fui fugidio e fugaz
Marcou, deixou, se fez e agora se desfaz.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Em copo d'agua
Um ato de amar que se expressa de um jeito que lhe é peculiar. Ninguém melhor do que eu para entender seu desejo mudo. Ninguém melhor do que eu para ver no seu o meu andar. Meus passos juntos aos seus.
Um sorriso sempre à sua porta e um peito constantemente arfante. Um mundo inteiro aberto a você sem o menor medo, com a maior entrega. Entrou, sem pedir licença, sem se intimidar com esse novo lugar, sem se resumir. Se deixando entender nessa felicidade inexplicável e urgente.
Uma intensidade sem qualquer vestígio se fazia serenamente. Meio sem sentido, é verdade, mas com uma sinceridade que há muito tempo desconhecia. Sem qualquer invenção, os dias diminuíam de tamanho, e as horas passavam como passa o vento. E nessa mesma incrível velocidade, de forma sempre discreta, os gestos adquirem maior peso. Um afeto de muita paixão.
Não sendo completamente oculto, tudo isso se fazia num mistério. As ambições iguais e escondidas, as situações inéditas e surreais. Sem distinção de qual prevaleceria, compartilhamos sempre os mesmos anseios. Anseios bastante envolventes, por sinal.
Sei que de tudo isso que vivemos dia após dia, ficará guardada uma forma de amor tão intensa que nunca caberia em palavras.
Nem em qualquer lugar.
Passei a ver de outra forma a tempestade em copo d'agua.
Porque ainda que não mexa em nada, mexo com você.
Um sorriso sempre à sua porta e um peito constantemente arfante. Um mundo inteiro aberto a você sem o menor medo, com a maior entrega. Entrou, sem pedir licença, sem se intimidar com esse novo lugar, sem se resumir. Se deixando entender nessa felicidade inexplicável e urgente.
Uma intensidade sem qualquer vestígio se fazia serenamente. Meio sem sentido, é verdade, mas com uma sinceridade que há muito tempo desconhecia. Sem qualquer invenção, os dias diminuíam de tamanho, e as horas passavam como passa o vento. E nessa mesma incrível velocidade, de forma sempre discreta, os gestos adquirem maior peso. Um afeto de muita paixão.
Não sendo completamente oculto, tudo isso se fazia num mistério. As ambições iguais e escondidas, as situações inéditas e surreais. Sem distinção de qual prevaleceria, compartilhamos sempre os mesmos anseios. Anseios bastante envolventes, por sinal.
Sei que de tudo isso que vivemos dia após dia, ficará guardada uma forma de amor tão intensa que nunca caberia em palavras.
Nem em qualquer lugar.
Passei a ver de outra forma a tempestade em copo d'agua.
Porque ainda que não mexa em nada, mexo com você.
domingo, 21 de junho de 2009
Já vai
Aqui,não se apresse em ler.Eu estou muito ocupada com outras coisas.Não que eu não tenha escrito,mas digitalizá-lo dá muto trabalho.
Aguardem mais um pouquinho que eu entro de férias.
Tome um banho demorado enquanto isso,sente a frente da inútil TV que eu já volto para conversar.
=)
Aguardem mais um pouquinho que eu entro de férias.
Tome um banho demorado enquanto isso,sente a frente da inútil TV que eu já volto para conversar.
=)
domingo, 31 de maio de 2009
Começo do meio
Já era tarde. O relógio marcava pouco mais de duas horas. O dia era quente, e a noite seria fria - o outono nunca falha. Sabia que sua presença tiraria todo o meu cansaço e eventual monotonia que pudesse estar sentindo. Sabia que esquecer tudo era questão de tempo, e que a calma me viria paulatinamente. Sabia de tudo isso, menos do que estava por vir.
Esperei um tempo pela predominância de um diálogo que não veio. Esperei pelas suas palvras e encontrei seu silêncio. Já não podia esperar mais. E me conformei.
Passei a sentir conforto no seu silêncio. Passe a admirar cada linha do seu rosto, cada traço dos seus lábios e o diferente brilho dos olhos seus. Te reaprava em minúcias durante longos segundos. Te tocava pra sentir o que meus olhos abstraíam, e como tudo seu, era suave. Perdi o fôlego.
Até o momento, tudo nos conformes postos por você. Mas sem que eu percebesse, meus olhos alternavam entre os seus e sua boca, incessantemente. E por permanecerem assim sem que os tivesse sob controle, me vinha milhares de reações igualmente incontroláveis. Até que todas elas se uniram pra falar.
Num suspiro; em várias lágrimas.
Do meu amor por você.
Esperei um tempo pela predominância de um diálogo que não veio. Esperei pelas suas palvras e encontrei seu silêncio. Já não podia esperar mais. E me conformei.
Passei a sentir conforto no seu silêncio. Passe a admirar cada linha do seu rosto, cada traço dos seus lábios e o diferente brilho dos olhos seus. Te reaprava em minúcias durante longos segundos. Te tocava pra sentir o que meus olhos abstraíam, e como tudo seu, era suave. Perdi o fôlego.
Até o momento, tudo nos conformes postos por você. Mas sem que eu percebesse, meus olhos alternavam entre os seus e sua boca, incessantemente. E por permanecerem assim sem que os tivesse sob controle, me vinha milhares de reações igualmente incontroláveis. Até que todas elas se uniram pra falar.
Num suspiro; em várias lágrimas.
Do meu amor por você.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
S.
Estava no fundo do armário,dentro de uma daquelas caixinhas que guardam de tudo um pouco.
Tinha formato de bilhete,o tamanho de um aviso,e a intensidade de uma carta.Pena que não tinha quase nada escrito,e pena maior que era escrito.Pois aquela palavra soando no ouvido tem um poder egocêntrico inimaginável.E talvez,pensando bem,melhor assim...
A vaidade nem sempre vem para o bem.
E só a título de curiosidade sobre meu pensamento,uma palavra de três letras não deveria ter tanto peso,porém ao longo dos anos aprendi que é exatamente a falta de peso delas que dá a maior importância.Haja visto o "não", "sim", "mas"...
Enfim.
É tiro e queda a palavra.
É ler e morrer.
Seu.Ou simplesmente, S.
Tinha formato de bilhete,o tamanho de um aviso,e a intensidade de uma carta.Pena que não tinha quase nada escrito,e pena maior que era escrito.Pois aquela palavra soando no ouvido tem um poder egocêntrico inimaginável.E talvez,pensando bem,melhor assim...
A vaidade nem sempre vem para o bem.
E só a título de curiosidade sobre meu pensamento,uma palavra de três letras não deveria ter tanto peso,porém ao longo dos anos aprendi que é exatamente a falta de peso delas que dá a maior importância.Haja visto o "não", "sim", "mas"...
Enfim.
É tiro e queda a palavra.
É ler e morrer.
Seu.Ou simplesmente, S.
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