Não, eu não sou tão delicada quanto menininhas de 1,60m (nada contra as baixinhas, mas a grande maioria se encaixa no estereótipo de "patricinha" - nada contra elas também).Mas não há foto em que você me ache linda que me camufle de maquiagem. Eu sou aquilo mesmo. Preto no branco. Hummmmmm, meu amado preto e branco. Não, não vou falar de futebol.
Eu sou sensível e racional, a quem pergunte. Sou romântica quando devo ser. E sou irresistível quando quero. Ah, se sou. E confiante, deu pra perceber. Se eu não confiar em mim primeiramente, acabou. Acabo eu. Sou independente, e nunca egoísta.
Mas não sei ser arrogante. Mamãe ensinou que tem quatro coisas que levam ao sucesso: educação, gentileza, persistência e humildade. Por isso não estranhe se eu lhe abrir a porta do carro, se eu lhe der chocolates num dia comum, se eu falar bom dia em um elevador que leva as mesmas pessoas todos os dias e ainda assim elas não se falam. Não gosto muito de elogios. Gosto de afagos.
Ah, eu adoro uma gentileza. Adoro arrancar sorrisos. Por isso canto. Canto pra encantar pessoas. Canto pra cantar homens quando quero, qual o problema? Tenho dessa mesmo...essa tal de atitude, não vejo mal algum. Componho também. Mas isso começou pra extravasar, sabia? Apesar de toda essa descrição de minha pessoa, eu sou fechada. Guardo minhas coisas comigo...fico mais em silêncio, escuto mais que falo, falo menos que canto. Canto minha vida, minha poesia.
Jogo charme. E esse é meu grande aliado. Jogo charme inclusive quando escrevo, mas sou sutil. Nada em mim será vulgar...nunca. Sutileza e eu combinamos como mamão e mel.
Não precisa ter cuidado para não cair nele.
Não ofereço perigo.
* Falar um pouco de si é bom. Principalmente pra notar aonde precisamos mudar, o que precisamos melhorar, e os motivos pelos quais estamos ou não sozinhos. Não falei de minhas preferências, mas apenas daquilo que vejo em mim. E esse post não é do meu querido Artur Peixoto, esse é meu mesmo. Flávia Ellen, muito prazer.
sábado, 31 de julho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
O único sobreamor
Mentira se disser que apenas lhe amei.
Amei sim, não várias, mas algumas. Já me entrelacei em outras pernas, já me deliciei com outros lábios. Já me imaginei em outros corpos.
Fui romântico, tolo. Fui o que o amor nos permite ser. Durou enquanto pôde durar. Durou o que devia. Nunca o banalizei, tenho convicção.
Digo-lhe, com a mesma certeza sobre minha metade descoberta por mim, que amo você. Talvez nunca do mesmo modo, mas talvez com os mesmos clichês. "Amo como ama o amor". Profiro palavras doces, faço carinhos que trazem leveza, fantasio coisas que arrepiam. Mordo.
E unicamente hoje, não me sinto covarde por não mais querer estar só. Não sei se seu olhar, ou se seu toque, sou sensível a isso. Devo confessar, porém, que nunca me imaginei em seu corpo. E talvez por isso, minha outra metade foi descoberta sua. Amar você se tornou amar a mim.
"Amo" você mais que a qualquer um.
Meu sobreamor.
Artur Peixoto
- "Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?" Fernando Pessoa
- "Sobreamo" Artur Peixoto
Amei sim, não várias, mas algumas. Já me entrelacei em outras pernas, já me deliciei com outros lábios. Já me imaginei em outros corpos.
Fui romântico, tolo. Fui o que o amor nos permite ser. Durou enquanto pôde durar. Durou o que devia. Nunca o banalizei, tenho convicção.
Digo-lhe, com a mesma certeza sobre minha metade descoberta por mim, que amo você. Talvez nunca do mesmo modo, mas talvez com os mesmos clichês. "Amo como ama o amor". Profiro palavras doces, faço carinhos que trazem leveza, fantasio coisas que arrepiam. Mordo.
E unicamente hoje, não me sinto covarde por não mais querer estar só. Não sei se seu olhar, ou se seu toque, sou sensível a isso. Devo confessar, porém, que nunca me imaginei em seu corpo. E talvez por isso, minha outra metade foi descoberta sua. Amar você se tornou amar a mim.
"Amo" você mais que a qualquer um.
Meu sobreamor.
Artur Peixoto
- "Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?" Fernando Pessoa
- "Sobreamo" Artur Peixoto
sábado, 22 de maio de 2010
Rouge
Me recordei quando tinha 5 anos. Naquele tempo, me constrangia com facilidade devido ä minha timidez inocente e às minhas inúmeras travessuras, muitas vezes elogiadas. Certa ou não, meu rosto se enrubrescia e se escondia a cada situação adversa à normalidade.
15 anos depois e me encontro do mesmo jeito. Uma mulher que ainda esconde o rosto vermelho após as travessuras, rosto virado e sorriso sem graça. Chega a ser charmoso, já me disseram isso inúmeras vezes. Mas é só o retrato de quem não tem vergonha de muita coisa. Sem vergonha de amar.
E agora, frente a esse amor sinto toda a infância minha. Escondo o rosto, logo encontrado por ti, com um sorriso travesso. Deixo a mostra somente o corpo arrepiado que gradativamente se tomava por um interno e intenso vermelho.
Que porventura passei a chamar, carinhosamente, de paixão.
15 anos depois e me encontro do mesmo jeito. Uma mulher que ainda esconde o rosto vermelho após as travessuras, rosto virado e sorriso sem graça. Chega a ser charmoso, já me disseram isso inúmeras vezes. Mas é só o retrato de quem não tem vergonha de muita coisa. Sem vergonha de amar.
E agora, frente a esse amor sinto toda a infância minha. Escondo o rosto, logo encontrado por ti, com um sorriso travesso. Deixo a mostra somente o corpo arrepiado que gradativamente se tomava por um interno e intenso vermelho.
Que porventura passei a chamar, carinhosamente, de paixão.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Corra e olhe o céu
Ah, Cartola...
teria gasto minhas horas pra discutir com você tudo que envolve essa frase.
Isso porque fiquei namorando a Lua ontem até adormecer. Ela era grande e amarela. Mas ofuscava as estrelas. Achei-a egoísta em excesso. Mas compreendi o motivo. Ela se achava estrela. E queria ser Sol, ficando no horizonte.
A Lua tão grande e tão amarela tinha plena consciência de sua majestade. Era estonteante, linda. As estrelas eram meras coadjuvantes em uma noite calma, que viria a se fechar no outro dia com uma chuva torrencial.
Ela tinha tanta vontade de ser estrela que quando acordei duas horas depois ela já estava lá em cima, branca, pequena. Juntou-se às suas. Deixou de ser Sol.
Virou Lua de novo.
teria gasto minhas horas pra discutir com você tudo que envolve essa frase.
Isso porque fiquei namorando a Lua ontem até adormecer. Ela era grande e amarela. Mas ofuscava as estrelas. Achei-a egoísta em excesso. Mas compreendi o motivo. Ela se achava estrela. E queria ser Sol, ficando no horizonte.
A Lua tão grande e tão amarela tinha plena consciência de sua majestade. Era estonteante, linda. As estrelas eram meras coadjuvantes em uma noite calma, que viria a se fechar no outro dia com uma chuva torrencial.
Ela tinha tanta vontade de ser estrela que quando acordei duas horas depois ela já estava lá em cima, branca, pequena. Juntou-se às suas. Deixou de ser Sol.
Virou Lua de novo.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Numa próxima oportunidade
Você tinha os olhos negros. Brilhantes. Fixos.
Estava tão perto que me enxergava por eles. A bendita reflexão que tive dificuldades para entender(fisicamente falando)se dava de uma forma muito sutil, doce.
Entre os amores que nos declarávamos, uma frase ficou marcada.
Não vou tecer um texto a partir dela nesse momento. Mas fica aqui a idéia pra uma escrita futura.
"Não quero ter você só pela metade".
Estava tão perto que me enxergava por eles. A bendita reflexão que tive dificuldades para entender(fisicamente falando)se dava de uma forma muito sutil, doce.
Entre os amores que nos declarávamos, uma frase ficou marcada.
Não vou tecer um texto a partir dela nesse momento. Mas fica aqui a idéia pra uma escrita futura.
"Não quero ter você só pela metade".
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Pré-texto
Já era noite. Falsas noites tenho tido.
Ontem eu não lhe escrevi, mas o escuro de hoje me saúda e me convida a fazer-lhe versos a serem ditos.
Ainda que não lhe soe bem, agora não sinto sua falta. Sinto-lhe muito perto para sentir saudade. Chego até a sentir seu cheiro nesse mundo hermético em que me encontro. Sinto você como brisa.
A Lua é linda lá fora, as luzes baixas e cheias. O frio calmo que me tem surge de uma verde infinitude ao redor. Não me faltam meios de inspiração, mas desse cheiro eu já provei, não me apetece. Não quero.
Gostaria-me de ter a Lua apontada pelos seus dedos, as velas do seu romantismo. O frio se for sua causa, prefiro seu calor.
Você sempre me inspirou.
Agora ouça-me bem:
Tenho versos a lhe escrever.
A.P.
Ontem eu não lhe escrevi, mas o escuro de hoje me saúda e me convida a fazer-lhe versos a serem ditos.
Ainda que não lhe soe bem, agora não sinto sua falta. Sinto-lhe muito perto para sentir saudade. Chego até a sentir seu cheiro nesse mundo hermético em que me encontro. Sinto você como brisa.
A Lua é linda lá fora, as luzes baixas e cheias. O frio calmo que me tem surge de uma verde infinitude ao redor. Não me faltam meios de inspiração, mas desse cheiro eu já provei, não me apetece. Não quero.
Gostaria-me de ter a Lua apontada pelos seus dedos, as velas do seu romantismo. O frio se for sua causa, prefiro seu calor.
Você sempre me inspirou.
Agora ouça-me bem:
Tenho versos a lhe escrever.
A.P.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Sobreamor
Adeus, meu amor.
Hoje me despeço de você como quem se despede de uma vida. De uma história bem vivida.
Hoje me despeço de um amor que soube ser tudo, mas não soube vir na hora certa. Me despeço com as mesmas lágrimas que o amor criou ao tocar você, com o mesmo calor que soube lhe sentir.
Me despeço a contra gosto, é bem verdade e já havia dito, mas o faço com a certeza de que algo muito maior virá.
Cego e esperando, me contento com a espera da materialização do nosso sobrenatural.
A.P.
Hoje me despeço de você como quem se despede de uma vida. De uma história bem vivida.
Hoje me despeço de um amor que soube ser tudo, mas não soube vir na hora certa. Me despeço com as mesmas lágrimas que o amor criou ao tocar você, com o mesmo calor que soube lhe sentir.
Me despeço a contra gosto, é bem verdade e já havia dito, mas o faço com a certeza de que algo muito maior virá.
Cego e esperando, me contento com a espera da materialização do nosso sobrenatural.
A.P.
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